M.A.R.I.A.S

º Mulheres em Acção Radical por Ideais Anti-Sexistas º Quem somos? Somos jovens mulheres feministas do Bloco de Esquerda. Temos uma luta em comum que não é nova: a luta por uma outra ordem mundial, onde poderemos decidir em total liberdade sobre o nosso corpo e o nosso destino. Lutamos por uma sociedade diversa, que reconheça a autonomia de tod@s. Porque outro mundo é possível!

sexta-feira, outubro 13, 2006



Em breve, dia 19 de Outubro, será votada no parlamento a realização do referendo sobre a despenalização do aborto.
Estamos lá?

stencil 2

Fim à perseguição das mulheres já
Vota sim no referendo ao aborto

terça-feira, julho 04, 2006

stencil

eu aborto
tu abortas
ela aborta
um direito
uma escolha

alguém disse, na preparação da acção, só depois de teres o direito é que podes escolher, infelizmente.
mas as mulheres, mesmo assim, as que escolhem abortar, abortam, seja em que condições for. o direito é bom para as condições melhorarem. e para deixar de se esconder.

segunda-feira, setembro 05, 2005

feminismo critico

ponto prévio: ainda bem que o bloco está a crescer
ponto prévio dois: este outro mundo vai ser feminista
o bloco de esquerda tem tido um crescimento que, como tod@s sabemos, é pouca areia para tanta camioneta. qualquer dia, o número de funcionarios mais o número de deputados é tão grande como o número de militantes. por outro lado, a pouca areia que tem aumentado, tem trazido gente nova para o be. jovens, feministas, aspirantes a autarcas, oportunistas e machistas. de tudo um pouco, como é feito o mundo. enquanto houver feministas e jovens exigentes com o mundo, não nos podemos queixar. ou podemos?
acho que o nosso papel de feministas passa também pela crítica interna ao partido do qual somos simpatizantes ou militantes (nem todas as marias somos militantes).
num ciclo político prolongado - os últimos anos - em que a política, como o feminismo, é uma palavra cansada, temos a responsabilidade de fazer uma crítica construtiva. pessoalmente, estou farta da crítica destrutiva e limitativa da democracia que tem havido no bloco. faz falta haver alternativas críticas, que se pautem pela liberdade de pensamento, pela abertura de diálogo, por pôr práticas à frente de ideologias.
quero (queremos?) que toda a areia que entre para a camioneta partilhe do código genético do bloco, e que esse código não se torne, um dia, uma expressão sem conteúdo.
rita ávila

sexta-feira, julho 22, 2005

t-shirts

As t-shirts das MARIAS foram recicladas!
Tínhamos mais de 100 t-shirts com tamanhos grandes, com o formato do costume...
Decidimos reinventá-las: cortámos, pintámos, cozemos, rasgámos, pusemos botões ou pregas, decotes e acrescentos.
Procura-as na banca das MARIAS no acampamento dos jovens do BE e nas próximas iniciativas.
Reinventadas, estão lindas!

quarta-feira, julho 20, 2005

Acampamento de jovens do BE

As MARIAS vão participar em diversas iniciativas ao longo do Acampamento de Jovens do BE, que se realiza entre 27 e 31 de Julho, em São Gião.

Segue-se o calendário da nossa participação:

28/7, 21h - filme sobre pornografia e debate
29/7 Dia de "Libertar Sexualidades":
10:30h - 12:30h: workshop "Técnicas de Manipulação do Poder";
14:00h - 16:00h: Conferência - participação com a comunicação "Cidades Feministas";
16:00h - 18:00h: Debates
Prostituição;
Paridade;
Homofobia.
31/7, 16:00h - 18:00h: Abertura da Caixa de Perguntas, disponível durante todo o acampamento para as dúvidas de tod@s no Espaço Sexualidades. Neste fim de tarde, tempo para respostas livres e debate.

Todos os dias, no Espaço Sexualidades, entre as 18:00h e as 20:00h
Temas por dia:
28/7 - Brinquedos Sexuais
29/7 - Travestismo
30/7 Descobre o queer que há em ti

Todos os dias haverá festa, mas dia 30 será organizada pelas MARIAS

segunda-feira, abril 25, 2005

º Sessão Pública º

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º 15 razões para reprovar a Constituição Europeia Europeia º

(traduzido de Rebelión, Jesús Bartolomé):
15 contra-argumentos que constatam que com este tratado constitucional perdemos todos os europeus, porque:
1. Não se trata de uma autêntica constituição surgida através de uma assembleia constituinte eleita por sufrágio universal directo; pelo contrário, estamos perante um tratado internacional multilateral, como reflexa a sua adopção, ratificação e revisão por parte dos Estados membros e não dos seus cidadãos.
2. A Carta de Direitos Fundamentais não amplia o âmbito de aplicação do direito na UE nem cria novas competências (Art. II-111), pelo que se resume a uma declaração de princípios sem consequências práticas.
3. Os autênticos valores e objectivos da UE estão reflectidos na utilização da palavra "competividade" 27 vezes, enquanto que a "Economia Social de Mercado" aparece apenas uma vez, com o atributo de "altamente competitiva" (Art. I-3). Objectivos como a "paz" e o "desenvolvimento sustentável" não são posteriormente concretizados.
4. O único mecanismo real de democracia participativa explicita é a iniciativa de legislatura popular que é muito limitada, já que não obriga a Comissão Europeia a apresentar a proposta, e está reduzida às áreas de competência da Comissão (fundamentalmente política comercial, monetária e mercado interior); para além destes constrangimentos, estas iniciativas só poderão ir avante com a mobilização de pelo menos 1 milhão de cidadãos provenientes de um número significativo de estados membros.
5. Consolida a poder de decisão da soberania estatal na UE, já que apenas uma instituição, o parlamento Europeu, é eleito directamente por sufrágio universal dos Europeus.
6. Permite à UE recorrer à guerra preventiva e aposta no militarismo ao criar uma agência para a aquisição e investigação militar e obrigar os estados membros a incrementar os seus gastos militares (Art. I-41)
7. As políticas de coesão Económica, Social e territorial continuam a ter por base fundos mínimos (o orçamento da UE o não ultrapassa 1,27 % do PIB comunitário), ao mesmo tempo que a harmonização entre estados é cada vez mais difícil, e é interdita a convergência legal em termos de condições de trabalho, segurança social e luta contra a exclusão social.
8. O parlamento Europeu continua sem ter autonomia ou iniciativa legislativa, mantendo-se como orgão consultivo.
9. Nega a cidadania Europeia aos residentes extra-comunitários, negando-lhes por acréscimo uma série de direitos.
10. Aprofunda as divergências entre estados membros, ao estabelecer a possibilidade de uma série de cooperações reforçadas, o que implica apostar na consolidação de uma Europa a várias velocidades.
11. Mantém a unanimidade paralizante relativamente à adopção de políticas fiscais e sociais, assim como leis contra todo o tipo de descriminação (Art. III-124). Pelo contrário, alarga a maioria qualificada para temas económicos como a liberalização dos serviços, com os previsíveis efeitos sociais negativos.
12. Não estabelece uma verdadeira divisão de poderes, já que (por exemplo) a comissão Europeia mantém o monopólio da iniciativa legislativa ao mesmo tempo que se vê reforçado o seu poder executivo na UE.
13. Os parlamentos nacionais continuam sem nenhum poder de decisão relativamente às decisões da UE.
14. O papel das regiões, cidades e municípios continua a ser meramente consultivo.
15. Esmaga-se o tratado constitucional, ao exigir a unanimidade dos 25 estados membros da UE para a ratificação da sua reforma (Art. IV-443), institucionalizando a lógica da diplomacia internacional em detrimento de qualquer processo constituinte.

terça-feira, março 15, 2005

º III Conferência de Jovens do Bloco º

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O Bloco de Esquerda realiza entre 8 e 10 de Abril, em Coimbra (Dep. de Matemática da Universidade) a III Conferência de Jovens. Sob o lema "Unir as lutas, construir a alternativa", vão ser discutidos temas como Ensino Superior e Secundário, Guerra e Globalização, Ecologia, Trabalho precário, entre outros.A Conferência é aberta a tod@s que queiram ajudar a construir este projecto alternativo. Para participar, contacta uma das sedes do Bloco. Descarrega aqui o programa completo da Conferência em formato PDF.
Programa da Conferência:
SEXTA-FEIRA, 8 ABRIL: 21h30: Sessão de Abertura seguida de momento cultural.
SÁBADO, 9 ABRIL: 10h: Três debates em simultâneo: Feminismo, Guerra/Globalização e Drogas. 12h: Almoço. 14h: Dois debates em simultâneo: Ensino Superior e Ensino secundário.16h: Três debates em simultâneo: Antiracismo, Ecologia e Orientações Sexuais. 18h: Debate sobre a precariedade laboral nos jovens.20h: Jantar. 22h: Festa.
DOMINGO, 10 ABRIL: 10h às 18h: Apresentação, discussão e votação de todas as propostas políticas e organizativas para a intervenção dos Jovens do BE. 18h30: Sessão de Encerramento. Contactos:Lisboa: 213510510 Porto: 222002851/919127035 Ribatejo: 936174922 Braga: 917859973 Coimbra: 963380779 Covilhã: 962445442 Viseu: 963101878 Guarda: 914725450 Évora: 964214254

º Debate sobre Pornografia º


Vai realizar-se no dia 18 de Março às 15h, na FCSH (no espaço da associação) o debate intitulado "Pornografia: Indústria ou Problema?" na sequência do ciclo "Dias do Erotismo" promovido pela AE FCSH. Na mesa vão estar 2 representantes do PP, duas representantes do BE (Joana Lucas e Vanda Violante) e um representante da Abraço para debater o tema.
Aparece e traz amig@s!

º MARIAS pela pluralidade das lutas º

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- Excertos de entrevista de John Gerassi a Simone de Beauvoir (1976)

Gerassi - Disse que a sua própria consciência feminista desenvolveu-
se durante a experiência de escrita de "O Segundo Sexo". De que
forma vê o desenvolvimento do movimento depois da publicação deste
livro do ponto de vista da sua própria trajectória?

Beauvoir - Ao escrever "O Segundo Sexo" percebi, pela primeira vez,
que eu própria estava a levar uma vida falsa, ou melhor, que estava
a lucrar desta sociedade centrada no homem sem me dar conta disso. O
que aconteceu é que desde cedo aceitei os valores masculinos, e
vivia de acordo com eles. Claro que eu tinha bastante sucesso, e
isso reforçou a crença de que homens e mulheres poderiam ser iguais
se a mulher quisesse tal equidade. Por outras palavras, eu era uma
intelectual. Tivera a sorte de provir de um dado sector da
sociedade, a burguesia, que não só pôde financiar as melhores
escolas mas também permitir que me ocupasse calmamente de ideias.
Devido a isso, consegui entrar no mundo dos homens sem muita
dificuldade. Mostrei que podia debater filosofia, arte, literatura,
etc., ao "nível dos homens". Reservei o que era particular à
condição da mulher para mim mesma. Fui incentivada a continuar pelo
meu sucesso. À medida que o ia fazendo, vi que poderia ganhar a vida
tão bem quanto um intelectual do sexo masculino e que era levada tão
a sério como qualquer um dos meus pares. (.) Cada passo reforçou a
minha ideia de independência e igualdade. Assim sendo, tornou-se
muito fácil esquecer que uma secretária jamais usufruiria dos mesmos
privilégios. (.) De facto, eu pensava, sem nunca admitir, que "se eu
posso, também elas podem". Ao pesquisar e escrever "O Segundo Sexo"
apercebi-me que os meus privilégios resultavam do facto de ter
abdicado, pelo menos em alguns aspectos cruciais, da minha condição
feminina. Se colocarmos isto em termos de classe, percebê-lo-á
facilmente: tinha-me tornado uma colaboracionista de classe. Bom,
era uma espécie de equivalente nos termos da luta entre géneros.
Através de "O Segundo Sexo" tomei consciência da necessidade da
luta. Percebi que a grande maioria das mulheres simplesmente não
tivera as oportunidades que eu tivera, que as mulheres são, de
facto, definidas como um Segundo sexo pela sociedade centrada nos
homens, cuja estrutura implodiria caso essa orientação fosse
genuinamente destruída. E que, tal como os povos económica e
politicamente dominados em qualquer parte do mundo, é muito difícil
e lento o desenvolvimento de uma rebelião. Primeiro esses povos
teriam que tornar-se conscientes dessa dominação. Depois teriam que
crer na sua própria força para transformá-la. Aquelas que lucram com
a sua "colaboração" têm que perceber a natureza da sua traição. E,
finalmente, aquelas que têm mais a perder por tomarem partido, ou
seja, mulheres que, como eu, ascenderam a uma carreira e posição de
sucesso, têm de ter vontade de arriscar a insegurança para ganharem
respeito próprio. E terão que perceber que, de entre as suas irmãs,
as que são mais exploradas serão as últimas a juntarem-se-lhe. (.)
Ou seja, por todas estas razões as mulheres não se mobilizaram.
Claro que houve movimentos interessantes, muito inteligentes e
pequenos, que lutaram por emancipações políticas, pela participação
política das mulheres, mas não me reporto a esses. Depois veio o ano
de 1968 e tudo mudou. Sei que alguns acontecimentos importantes
ocorreram antes disso.(...) De facto, as mulheres americanas estavam
bastante mobilizadas por essa altura. Elas, mais do que ninguém, por
razões óbvias, estavam mais conscientes das contradições entre a
nova tecnologia e o papel conservador de manter a mulher na cozinha.
À medida que se desenvolve a tecnologia - sendo esta o poder do
cérebro e não do músculo - o raciocínio de que a mulher é o sexo
fraco e que, por isso, deve ter um papel secundário já não pode ser
racionalmente mantido. Uma vez que as inovações tecnológicas estavam
tão largamente difundidas na América, as americanas não poderiam
escapar às contradições. Assim, foi normal que o movimento feminista
tenha o seu maior impulso no coração do capitalismo imperialista,
mesmo que esse impulso tenha sido estritamente económico, ou seja,
baseado na reivindicação de salário igual para trabalho igual. Mas
foi dentro do movimento anti-imperialista que a verdadeira
consciência feminista se desenvolveu. Tanto no movimento contra a
Guerra do Vietname como no rescaldo da revolta de 68 em França e em
outros países europeu, as mulheres começaram a perceber o seu poder.
Tendo percebido que o capitalismo conduz necessariamente à dominação
dos povos pobres de todo o mundo, massas de mulheres começaram a
juntar-se à luta de classes - mesmo que não aceitassem o termo "luta
de classes". Tornaram-se activistas. Juntaram-se às marchas,
manifestações, campanhas, grupos clandestinos e à esquerda
militante. Lutaram, tanto quanto qualquer homem, por um futuro sem
exploração nem alienação. Mas o que aconteceu? Nos grupos ou
organizações a que se juntaram, descobriram que eram tanto o segundo
sexo como o eram na sociedade que queriam suplantar. (.) As mulheres
tornaram-se as dactilógrafas, as fazedoras de café desses grupos
pseudo-revolucionários. Bem, não deveria dizer pseudo. Muitos destes
grupos eram genuinamente revolucionários. Mas treinados,
desenvolvidos, moldados numa sociedade orientada para o homem, e
esses revolucionários trouxeram essa orientação para o seio do
próprio movimento. Como é natural, esses homens não abandonariam
voluntariamente essa orientação, tal como a classe burguesa não
abandonará voluntariamente o seu poder. Assim sendo, tal como
pertence aos pobres destruir o poder dos ricos, também pertence às
mulheres destruir o poder dos homens. E isso não significa dominar
os homens em alternativa. Significa estabelecer a igualdade. Tal
como o socialismo, o verdadeiro socialismo, estabelece a igualdade
económica entre todos os povos, o movimento feminista aprendeu que
terá de estabelecer a igualdade de género através da conquista desse
poder à classe dominante dentro do movimento, ou seja, aos homens.
Por outras palavras: uma vez dentro da luta de classes, as mulheres
perceberam que essa luta não eliminaria a luta entre sexos. Foi
neste ponto que me consciencializei do que acabara de dizer. Antes
disso estava convencida que a igualdade de género seria apenas
possível depois do capitalismo ser destruído e, consequentemente - e
é este "consequentemente" que é uma falácia - deveríamos encetar,
primeiramente, a luta de classes. É verdade que a igualdade entre
sexos é impossível sob o capitalismo. (.) Mas não é verdade que uma
revolução socialista estabeleça necessariamente a igualdade sexual.
Veja-se a URSS ou a Checoslováquia, onde (mesmo que lhe
chamemos "socialistas", e eu não chamo) existe uma profunda confusão
entre emancipação do proletariado e emancipação da mulher. O
proletariado acaba sempre por ser composto de homens. Os valores
patriarcais mantiveram-se lá tanto quanto aqui. E isso - esta
consciência de que a luta de classes não integra a luta de sexos - é
o que é novo.

(tradução de Andreia Cunha)

º THE L WORD vai voltar ao CCGLL º

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A série norte-americana que acompanha o quotidiano de um grupo de amigas lésbicas em Los Angeles vai estar de volta ao CCGLL (Centro Comunitário Gay e Lésbico de Lisboa) muito brevemente.

São os novos episódios (segunda época), como sempre recheados das indecisões de Shane, dos arrependimentos de Bette ou dos desejos ocultos de Dana.

Mas antes de passarmos a 2ª época, vamos fazer uma revisão dos primeiros 13 episódios, condensados em poucas sessões.